Polícia do Ceará diz que Zara criou código para “alertar” entrada de negros em loja

Segundo a Revista Istoé, Dinheiro. A Polícia Civil do Ceará concluiu que a Zara, do Shopping Iguatemi em Fortaleza, tinha um código interno para informar a entrada de negros ou de pessoas com “roupas simples” na loja.


Premunição, fazer uma publicação de roupas como armaduras, no instagram @Imagem.disruptiva, dois dias antes da polícia civil, ter uma conclusão tão fora de escrúpulos sobre o comportamento de lojas sob direção de pessoas brancas?


Não, é só o cotidiano de pessoas negras que querem gastar seu dinheiro, sendo comprovado por investigação da polícia. Que por sinal, só passou por investigação uma vez que a própria delegada foi vítima de racismo. Quantas não tem a sorte de terem justiça em seus casos?


Agora, o que isso tem com a consultoria de Imagem, meus recortes de estudo e metodologia de atendimento? Já percebi, que muitas clientes, se sentem obrigadas a comprar determinas peças, por ter medo de sair da loja com mãos vazias, já ouvi de mulheres que compram o que nunca usaram, relatando que na ocasião, foram tratadas com indiferença e queriam provar, por meio do capital, que não precisam passar por essa situação. Já recebi mulheres tão acostumadas a serem mal tradas que compram o que sabem que não querem, só para retribuir o respeito da vendedora. (Na lógica da mais-valia, respeito virou produto) Triste e digno de vários outros recortes....


Em meus atendimentos e estudos as histórias são muitas...


Por outro lado, vejo pessoas brancas dizendo que gostariam de vender mais para pessoas pretas e não conseguem... (Será por qual motivo?)


No livro a história social da beleza negra no Brasil, a historiadora Giovana Xavier, relata o histórico do quanto, pessoas pretas no E.U.A se esforçavam para comprar cosméticos de empresários pretos, só pela certeza de conter no rótulo todas as informações do produto, no passo que empresas brancas, faziam produtos perigosos para saúde da população “de cor”


Enquanto consultora, ao prestar o serviço de shopper, sempre que possível, priorizo indicar afroempreendedoras, não só pelo giro da economia local, mas pela experiência de compra. Por ter certeza, que minha cliente será bem atendida e não barrada, ou já sair ansiosa por saber que, mesmo sendo Delegada Civil, precisa se blindar.


Pessoas e indústrias racistas precisam ser denunciadas e presas, mas te garanto que a cultura do black money, (direcionar seu dinheiro para afroempreendedores) pode ser revolucionário! Você já refletiu quantas marcas de moda de mulheres pretas você conhece em relação as marcas de proprietários brancos?




4 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo