Ruídos de Imagem e Eleições dos EUA.


Quando aponto a necessidade de eliminar ruídos de imagem para uma comunicação assertiva, Ainda há quem acredite na possibilidade de ter uma imagem que agrade e carregue os mesmos significados para todo mundo, o que é organicamente impossível. Mas ter uma Imagem disruptiva diz de eliminar ruídos entre sua linguagem não verbal e tudo aquilo que você verbaliza; Trata-se portanto em ter informações congruentes entre o que você é e o que você diz ser. E não há exemplo melhor, que o discurso da vitória de Kamala Davi Harris e o traje eleito.


Vamos começar elucidando que o movimento sufragista do século XX nos EUA tem como protagonistas mulheres brancas, de classe média que defendiam que mulheres brancas com o nível superior de escolaridade ( logo, de classe média) tivessem direito ao voto.


100 anos Depois, a 1ª mulher a assumir a vice-presidência é uma mulher negra e filha de imigrantes. Ela sobe com um terno OFF White, assinado por Wes Gordon para Carolina Herrera. Fazendo menção ao movimento sufragista e imageticamente lembrando que embora a luta do século passado não a contemplava, hoje ela contempla todas as mulheres. Ou como teoriza Ângela Davis "Quando uma mulher negra se movimenta toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela."


E por fim, fica evidente que não há ruídos de imagem quando Kamala suscita o apagamento das mulheres negras nos movimentos de resistências e finaliza seu discurso enfatizando que não importa em quem o cidadão americano votou, mas ela vai acordar todos os dias pensando em sua família. Com esse exemplo sabemos que o seu discurso não agradava a todos os americanos. Mas para os que se conectavam com suas verdades proferidas, toda composição era emblemática e sua comunicação não verbal somavam ao seu discurso compondo notas de Mary J. Blige.


 

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